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Sábado, 18 de Julho de 2009
PRESS RELEASE HERMAN JOSÉ - ADEUS, VOU ALI JÁ VENHO



Longe vão os tempos em que Herman José dava os primeiros passos da sua carreira, tocando viola baixo ao lado do maestro Pedro Osório. Portugal tinha acabado de chegar à democracia, e a reboque do espírito festivo da época acabou arrastado até ao então renascido Parque Mayer, onde era suposto só tocar e cantar na revista “Uma No Cravo, Outra Na Ditadura”.

 

Durante os ensaios, os autores José Carlos Ary dos Santos e Cesar de Oliveira reconheceram-lhe qualidades interpretativas, e deram-lhe pequenas ‘pontas’, cujo sucesso imediato fez com que o já então famosíssimo Nicolau Breyner apostasse nele em 1975 como parceiro na dupla “Feliz e Contente” - o seu primeiro grande êxito em disco.

 

O seu segundo êxito musical dá-se com uma versão de um tema do conjunto espanhol “Desmadre 75”, de seu nome “Saca El Guisky Cheli”, que o maestro Thilo Krassman descobriu e lhe propos gravar na versão portuguesa de César de Oliveira “Saca o Saca Rolhas” – o grande êxito do verão de 77 em Portugal.

 

O lado B desse mesmo single, a “História do Capuchinho Rodrigues Monteiro”, acabou por virar objecto de culto junto de gerações de tunas académicas. É em sua honra que o Herman a recupera neste novo disco “Adeus Vou Ali Já Venho”.

 

Curiosamente, nos tops do mesmo ano, brilhava um verdadeiro hino humorístico-musical: a “Caldeirada” de Alberto Janes, que a grande Amália Rodrigues imortalizou, e que Herman regrava agora no melhor estilo “swing”, sem com isso beliscar a imensa ironia da sua narrativa, cuja actualidade se mantem inalterada.

 

Para além destes dois temas, mais dez compõem o disco “Adeus Vou Ali Já Venho” de Herman José, todos eles com imaculadas orquestrações do seu fiel maestro e amigo Pedro Duarte, cuja colaboração arrancou na RTP no saudoso programa “Parabéns”, encomenda – ironia do destino – do então jovem director de programas José Eduardo Moniz.

 

Com a edição de “Adeus, vou ali já venho”, somos também surpreendidos com deliciosas recreações de temas de sua autoria feitos para televisão, como “Hora H” e “Casino Royal”, ou a balada “Podia Acabar o Mundo” (estes dois últimos em co-autoria com Rosa Lobate de Faria), que quinze anos depois da sua criação, Nuno Santos escolhia para título e genérico de novela.

 

Com igual rigor, Herman regrava temas escritos propositadamente para si por Carlos Paião, como “Mentirosa”, “O Meu Automóvel”, “Apaixonada” (que levou em 1984 a um Festival da Canção na Bulgária, cujo encerramento esteve a cargo de Roy Orbison), ao polémico “Tango a Portugal”, irónica e caustica critica ao nosso ‘País de tanta coisa por fazer, que por ninguém querer, é nosso’, e que 20 anos depois da morte desse génio da escrita, se mantém inquietantemente actual.

 

Mas verdadeiramente surpreendentes, são os temas inéditos com letra e musica do próprio Herman. Compostos e afinados desde Janeiro deste ano, em muitas horas de “lay-off” televisivo, são três as ‘pérolas’ que vão dar que falar:

 

“A Praia é Linda”, é tema candidato à ‘pole position’ das canções mais populares deste verão, de humor quase picante e narrativa deliciosamente surrealista, recupera um rigor de escrita humoristica de que não nos lembravamos desde a saudosa ‘Canção do Beijinho’.

 

“Amor Avariado”, balada muito ‘smooth jazz’, composta a pensar num dueto com uma ‘velha amiga’, cuja inviabilização fez correr muita tinta, e que aplica o conceito de ‘aceitam-se devoluções’ ao amor. Uma espécie de ‘agua tónica’ musical, que primeiro se estranha, e mais tarde se entranha. Imaginamos não andar muito longe da verdade, ao apostar que o seu ‘mood’ está condenado a colorir um seriado ou uma novela.

 

Finalmente, o tema que dá o título ao disco: “Adeus, Vou Ali Já Venho”. Um blues, onde as orquestrações do maestro Pedro Duarte, e o som poderoso de uma ‘mini big-band’ composta por oito dos mais notáveis músicos portugueses, melhor se faz notar. Uma irónica paródia à moda das plásticas, e no refrão, a criação de um chavão que promete ser tão ou mais pegajoso que os famosos ‘Não Havia Nechexidade’, ‘Fantástico Melga’, ‘Resmas de Gajas’, ou ‘Olá Cambada’: “Adeus, Vou Ali Já Venho”.

 

Este disco, é mais do que só um ‘capricho de vedeta’. É uma homenagem de um ‘homem dos sete instrumentos’ com 35 anos de carreira, a uma das formas artísticas que mais valoriza: a música, servida por uma escrita imaculada que se foi apurando ao longo de muitos anos de guionismo, e por uma técnica vocal que centenas de espectáculos ao vivo ajudaram a temperar.

 

Neste disco, o Herman humorista, compete com o Herman / cantor, e não se consegue dizer qual dos dois fica a ganhar.

 

Pessoalmente, achamos que os grandes vencedores serão os seus fãs, que dias depois do lançamento do seu “Herman Enciclopédia” em DVD, ganham agora outro objecto de culto para a colecção.

 

Foi esse repto que o próprio Herman lançou à editora, e que esta aceitou com todo o orgulho e sem pestanejar.

 

Para nós, ESPACIAL, este disco só por existir, já é muito mais do que ouro, é diamante (leia-se ‘de amante’) !

 


Este Homem não é do Norte Carago: , ,

publicado por Joana às 15:17 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

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