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Herman José

Herman José

Herman José a solo e ao vivo, num palco perto de si

Joana, 10.12.08

Herman José faz um one man show onde cabem humor, música e algumas das suas míticas personagens. Lembra-se d´O Tal Canal? Este é O Tal Natal. Ana Dias Ferreira foi falar com ele

Houve um tempo em que o melhor que podia acontecer a Herman José era fechar-se num estúdio de televisão a gravar programas de humor. O Tal Canal. O Crime na Pensão Estrelinha. O Hermanias. É o humorista quem o diz: “Na profissão, esses eram os momentos de prazer absoluto.” Os espectáculos ao vivo, continua, “comecei a fazê-los por uma questão de sobrevivência, para pagar as obras da minha casa de Azeitão. Odiava viajar, odiava hotéis, era uma relação muito prática”. Depois, isso mudou. “Comecei a sentir um prazer enorme em actuar ao vivo, acompanhado também de um certo cansaço de estar em estúdio.

O momento ao vivo, as três dimensões, têm uma energia que não se consegue na televisão nem na rádio.” Este sábado, 13, o humorista regressa aos palcos no Teatro Tivoli, com O Tal Natal: duas horas de tudo e mais algum coisa, onde o homem que diz que no cartão pessoal devia constar “artista de variedades”, mostra que é isso mesmo que ele é: um one man show. Que toca viola-baixo, canta, faz imitações de figuras públicas e encarna as mais diversas personagens, revisitando mais de 30 anos de carreira.

As canções

Não há como fazê-lo: pegando num microfone para cantar, Herman José não pode esquecer o fadista do cabelo à Marco Paulo: Serafim (Serafim) Saudade. O fadista não falta à festa, cantando “Mentirosa”, “uma música que é um bestseller nas queimas das fitas”. Depois, também aparecem os genéricos de Casino Royal e Humor de Perdição, dois programas de Herman, ou ainda o tema mais recente “Não é fácil” e a cantiga romântica “Podia acabar o mundo”, que virou nome de uma novela da SIC. O alinhamento das músicas é um mistério. “Está tudo testado mas a espinha dorsal do espectáculo vai sendo construída consoante a reacção do público e até a minha”, diz Herman. “Eu tenho de ser o primeiro a gostar, tenho de estar sempre no limite de me desmanchar a rir comigo próprio.” Uma coisa é certa: a música é o que tem mais peso no espectáculo, e é tudo acompanhado pela orquestra de Pedro Duarte.

As personagens

Vão aparecendo aqui e ali, apenas ao de leve, mas são algumas das mais míticas personagens criadas por Herman José. Estebes e o sotaque do norte. Nelo a escrever uma carta a acabar tudo com Dália, a despedir-se com um “chi-coração” e a desatar a transformar o “chi” no “She” do Elvis Costello, cantado em português. Serafim Saudade, pois. E também a voz de Maximiana. Ou a evocação da velhinha dupla com Nicolau Breyner, Sr. Feliz e Sr. Contente.

As imitações

Não faltam as do costume: Francisco José, Lili Caneças, José Hermano Saraiva, Clemente, Ana Malhoa. E outras surpresas.

O Natal

Vai-se a ver e é só um pretexto, o título é só uma brincadeira que “soava bem”. É assim que o espectáculo começa, com Herman a falar sobre o Natal, mas há pouco mais referências do que as que se fazem nesse momento. “O Natal”, diz Herman, “ocupa no espectáculo o mesmo espaço que ocupam os enfeites de Natal em minha casa”. Para que conste, o humorista tem apenas “um mini-presépio, uma árvore simbólica a fazer de centro de mesa e um penduricalho à porta”.

O Tal Natal está no Teatro Tivoli sábado às 21.30. 10 a 20€.

 

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