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Sábado, 22 de Março de 2008
António Tavares-Teles entrevista Herman

Um dia disseste que aquilo que mais te seduzia num bom champanhe - caro, é claro - era a sensação de, cada golito, 500 paus. Isto num tempo em que 500 paus representavam muito dinheiro. Ainda gostas de champanhe?

 

Herman José - Gosto. Mas esse quadro mudou. Lembro-me de que, quando era estudante, dizia assim: quando tiver dinheiro para comer lagosta, como lagosta todos os dias! Achava eu. Agora, a minha preocupação é deixar passar bastante tempo: ser mais tântrico, como no caso de teres uma pessoa com que te apetece imenso estar, ir buscá-la de manhã a casa e se calhar só atingires o orgasmo à noite para poderes passar o dia todo naquela boa ansiedade, não é? E isso acontece-me com a lagosta: posso obviamente comprar a que quiser mas, como dizia, deixo passar bastante tempo para ir depois ao meu Guincho comer uma daquelas muito grandes… Portanto, já não é a mesma lógica. Aliás, o lado economicista, consumista da vida passou largamente para segundo plano, e a uma velocidade que eu nem imaginava. Já não me vendo só a troco de um cachet: há imensas coisas que não faço, porque não me sinto bem a fazê-las, ou porque não gosto da marca ou não gosto das pessoas, enfim… E recuso. Embora sempre de uma maneira muito elegante. Mas prefiro não ganhar, não fazer.

 

Ainda conservas contudo - presumo - o prazer de gastar dinheiro em luxos, ou já não?

 

Conservo! Mas como vingança. Acho que há momentos em que precisamos, até como anti-depressivo, de uma boa vingança. Para dar sentido a certas coisas. Por exemplo: acabar de fazer um pagamento desmedido às Finanças ou ser roubado numa fortuna, como me aconteceu. Aí, penso: então, e para mim não há nada? Deixa-me lá ir comprar um luxinho, porque perdido por 100, perdido por mil, ao menos levo um luxinho para casa…

 

Esse teu gosto pelo luxo vem do facto de que tu gostas mesmo de comprar coisas caras ou é porque pouca gente pode fazer o mesmo e isso te distingue, aos teus olhos e aos dos outros?

 

Se calhar é genético. Era um puto e já fazia esforços para isso. Olha, havia uns chocolates que se chamavam Comacompão. E toda a gente comprava esses chocolates. Eu preferia juntar dinheiro e ir à Baixa comprar Lindt. Porque eram melhores, eram muito bonitos, mais bem embalados, tinham mais qualidade. Não comia chocolates a semana inteira, mas quando comia, comia dos bons. Outra coisa: nas férias, a maior parte dos meus amigos ia fazer campismo para o Algarve. 15 dias. Eu ficava em Lisboa, juntava dinheiro, juntava, juntava, tinha uma namorada muito engraçada, que era a Rosa Paula, e íamos passar três dias na Balaia, que na altura era o máximo. Ou no Penina. Fazíamos de ricos durante esses três dias, e depois transformávamo-nos em abóbora e regressávamos à nossa realidade. Vou ser assim até ao final da vida.

 

Sempre tiveste belas casas, grandes carros, grandes férias em grandes hotéis ou em grandes barcos, jantares ultra-requintados, esplêndidos charutos…

 

Sempre, não: parte da minha vida foi vivida em carrinhas, a guiar eu, quilómetros e quilómetros, com a aparelhagem atrás, a caminho dos espectáculos.

 

Mas a partir de certa altura…

 

Sim, a partir de certa altura comecei a ganhar dinheiro, e aí vinguei-me. Só que é uma coisa que aconteceu nos anos 90, quando já ia a caminho dos 40 anos. Porque a primeira fase da minha vida foi de facto uma luta duríssima.

 

Sentiste a falta desse luxo na tua infância e na tua adolescência?

 

Não, e por acaso foi uma coisa muito saudável: eu vivia rodeado de gente de dinheiro, na Escola Alemã. Mas os pais dos meus amigos não os cobriam de luxo: tínhamos mesadas iguais, tínhamos dificuldades parecidas, e nunca me senti o amigo pobre dos amigos ricos. Tinha era depois os pais desses amigos que me proporcionavam coisas muito agradáveis, como ir de barco à vela para Ibiza - íamos todos os anos, eu fazia parte da tripulação do pai do meu melhor amigo, que se chamava António Fuerte - tinha o meu grupo da Praia das Maçãs, onde havia uma mota de propósito para mim, pelo que tive o privilégio de dar-me com gente rica. Mas nós, em minha casa, éramos classe média pura, com um apartamento normalíssimo, sem grandes orçamentos. E os meus pais eram muito parcimoniosos. Portanto, apanhei sempre boleia dos meus amigos com dinheiro. E fui confrontado com as coisas boas, mas sem a animosidade nem o complexo de não ter dinheiro como eles. Agora, com coisas grandiosas, ainda sonho. E quando sonho, sou tão feliz, divirto-me tanto que nem te passa pela ideia…

 

Portanto, champanhe sim. Mas, e os charutos?

 

Deixei. Deixei, porque entupiu-se-me uma coronária, o que quer dizer que reajo mal ao tabaco. E comecei a ter juízo. Desentupi-a - fui a tempo - ainda tentei voltar a fumar mas entupi de novo e percebi que de facto não podia continuar. No entanto, se não me tivesse acontecido nada, com certeza que continuaria a ser um consumidor de charutos inveterado.

 

Mas manténs o Rolls-Royce, o Bentley…

 

Não, não: o Rolls e o Bentley ficaram velhotes e a única decadência que suporto é a minha própria e a da minha mãe, já me chegam - agora, tenho amigos mais novos, maravilhosos, fantásticos, aos quais vou buscar muita energia, estás a ver? Mas voltando aos carritos: eles começaram a ficar velhotes - o Rolls era de 91, o Bentley de 92 - e vendi-os bem, a coleccionadores. Conservo, no entanto, ainda duas grandes paixões motorizadas: um BMW 760 V12 e um BMW Z8.

 

E o barco?

 

Substituí-o por uma coisa mais real: uma lancha que não me dá dores de cabeça. Porque cheguei à conclusão de que o que gastava com o barco grande dá-me para alugar um barco bestial e ir para as Caraíbas ou para a Sardenha. Ou para onde me apetecer.

 

Nunca tiveste medo de deixar de ter dinheiro e teres de vender por necessidade algumas das jóias da coroa?

 

Tenho imenso medo, mas estou preparado para tudo. Porque a minha vida começou de uma maneira muito gira: todos os meus colegas tinham carro, menos eu, e disse ao meu pai que gostava muito de ter um. Ao que ele me respondeu: Ai sim? Então trabalha! E, durante um ano, dei explicações de tudo quanto havia, juntei dinheiro e consegui comprar um Alfa Romeo 175 muito bonito, vermelho. Fazia um vistão. E foi essa atitude do meu pai, que eu nunca percebi, e que achava que nunca iria perdoar, que me transformou num grande trabalhador. Portanto, não tenho literalmente medo de nada. Porque sei que podia neste momento começar do princípio, que começava muito bem: falo muitas línguas, sou um belo diplomata… Olha, noutro dia, por causa disso, houve até um tipo que me quis contratar em Nova Iorque, para o St. Regis. Agradeci-lhe imenso e disse-lhe: nunca se sabe o que pode acontecer! E se um dia me acontecer algum problema, olha, vou lá ter com ele. Porque, não tenhas dúvida: se um problema me acontecesse, não me importava nada de começar a trabalhar já amanhã como recepcionista no St. Regis ou noutro grande hotel de Nova Iorque. Com a cultura que tenho, as línguas que falo e o que aprendi na vida, desenvencilho-me onde quer que seja.

 

Mas, se por hipótese a tua carreira de artista acabasse - nem televisão, nem espectáculos, nem coisa nenhuma - e tivesses mesmo de ir à luta, serias capaz de fazê-lo cá em Portugal?

 

Não, isso não fazia: ia para fora. Ia para Alemanha: dou-me muito bem na Alemanha. Há pouco tempo estive em Berlim e, ao fim de dois dias, percebi perfeitamente que podia lá ficar a viver. Ou Nova Iorque, que é uma cidade onde me sinto muito feliz e onde tenho muitos amigos. Mas cá não ficaria: seria muito triste. Seria como viver no mesmo prédio em que vive uma pessoa que se amou muito e nos deixou, e vê-la chegar todos os dias com o seu novo amor. Ela num apartamento de cobertura e eu cá em baixo, a vê-los passar.

 

Disseste há dias: "Todas as carreiras têm altos e baixos. Estive a navegar em cima da vaga quase 30 anos. A vaga tinha de rebentar um dia para eu poder apanhar outra." Pergunto-te: estavas mesmo preparado para o fundo da vaga?

 

Nunca ninguém está realmente preparado, mas se calhar a natureza é mesmo assim: tiveste tanto sucesso - e eu tive muito sucesso - sofre lá agora um bocadinho, vá... Pelo que estou humildemente à espera de apanhar outra vaga. E aliás, com prazer e com resultados notáveis: os meus espectáculos ao vivo nunca dantes tinham sido tão giros.

 

Como também disseste, a vaga parece já ter rebentado…

 

Sim, sim, sinto que sim. Mesmo relativamente ao terrível caso-Casa Pia, que foi uma coisa desgraçada, daquelas de acabar com qualquer carreira, eu sinto que as pessoas ganharam a percepção de que há ali qualquer coisa que não esteve bem, que não bate certo. O processo não acabou e é muito cedo para falar nisso mas as pessoas não são parvas. E como em seguida levaram com o caso Maddie e têm levado com tantas outras surpresas, aquele mito de que as polícias e a justiça portuguesa tinham uma certa infalibilidade, esvaiu-se: hoje as pessoas têm razões para pensar que não é tanto assim.

 

E agora, depois do fundo da vaga, estás à espera de uma vaga de fundo?

 

Não, não: entendo a vida como um espectáculo em três actos. Tem o primeiro acto que é muito explosivo, em que acontece muita coisa, tem um segundo acto que poderá ser muito interessante, cheio de miolo, de recheio, e depois o terceiro, que é aquele acto, antes de acabar o espectáculo, que tem a obrigação de fazer sentido, de ser bonito e de mandar as pessoas para casa bem dispostas: Ah, olha que coisa tão gira! Ora, eu acho que entrei nesse terceiro acto, que não pode ser como o primeiro, e até o segundo, explosivos, cheios de fogo de artifício: isso já vimos. É um acto em que a história deve ter uma conclusão serena, igualmente gira mas aproveitando a experiência toda. E sobretudo sendo feliz, porque a única compensação do processo de envelhecimento é nós pormos a nossa inteligência, a nossa sensibilidade e a nossa experiência ao serviço do bem-estar, do momento, do "carpe diem", como faz o Mário Soares, que é o meu ídolo. E o José Hermano Saraiva: há assim uns anciãos maravilhosos! O Manuel de Oliveira também, que com 100 anos e com um humor fantástico vai para Nova Iorque, é homenageado, faz discursos, olha para o rabo das meninas, diz disparates, assedia a secretária da organização… Quer dizer: esse para mim, é o entendimento máximo da arte de bem envelhecer. Pelo que o terceiro acto tem de ser isso. E é isso que eu procuro: não procuro encher estádios porque vem ali o Herman José, isso não. Para além do orgulho que tenho da obra já feita, devo acrescentar.

 

Fazes bem, e estamos à espera de ti. Isto é, do teu próximo programa de televisão: um "talk-show", presumo. Até porque já te li a dizeres que andas "cheio de inveja do Malato"…

 

Isso ando. Mas um "talk-show" é mesmo o que faz mais sentido nesta época da minha vida e nesta idade, porque a minha cara é ainda muito viva, bem disposta, mas é a de um senhor que acaba de fazer 54 anos: os bigodes já não me colam com a mesma facilidade com que colam ao Ricardo Araújo Pereira, que tem aquela pele maravilhosa de um puto de 30, onde tudo cola à primeira… Assim sendo, se calhar faz muito mais sentido entrar na minha vertente-Jô Soares, de anfitrião que já passou por uma grande quantidade de experiências, que pode até catalisar o êxito alheio. E eu e o Nuno Santos, que tem o mesmo entendimento de mim que eu tenho, estamos em sintonia com aquilo que há-de ser o futuro e apostados em fazer um trabalho que junte entretenimento, inteligência, bom-gosto…

 

Ah não és tu que vais apresentar o "show"?!!!

 

Apreciei o toque de humor…

 

Bom, falaste em Jô Soares, e eu pergunto-te: Jô Soares, Jay Leno, Conan O'Brien, Jon Stewart - qual?

 

O Jon Stewart está a uma distância enorme de todos, se bem que estejamos a falar de campeonatos diferentes: ele é um jornalista, um intelectual e um humorista. Está pois num campeonato à parte. E nós - eu, o Jô Soares, o Conan O'Brien e o Jay Leno - somos pessoas muito engraçadas, com uma cultura média, temos uma boa prática de fazer humor e uma certa velocidade de raciocínio. Mas é tudo.

 

Tu és mais Jay Leno…

 

Exactamente. Não me atrevo sequer a comparar-me com o Jon Stewart.

 

Portanto, se bem compreendo, o humor puro e duro vai passar para segundo plano…

 

Sim. Ou pelo menos vou delegá-lo nestas novas gerações, cheias de alma e de vontade. Embora possa fazer um ou outro boneco, para além de que, como sabes, gosto de pôr-me à prova como autor. Mas tudo isso sem ser por obrigação.

 

Tens medo de competir com os Gato Fedorento?

 

A minha relação com os Gatos é muito especial. Para começar, para mim são sempre miúdos, porque são os miúdos que me escreviam os textos há 10 anos, com quem tinha grandes conversas, sentindo inclusive que tenho uma quota-parte na formação deles como autores, porque aprenderam também muito comigo e nunca o esconderam. Portanto, não consigo nunca vê-los como concorrentes. Mas quando me perguntam: Tens inveja do sucesso deles?...

 

Eu ia perguntar-te isso mesmo: tens inveja?

 

Claro que sim! E tenho igualmente inveja da idade deles, daquelas caras maravilhosas que eles têm. Porque a cara de uma pessoa de 30 anos dá para envelhecer e para rejuvenescer, a cara de um fulano de 50 anos tem sempre 50 anos! O que é limitativo. Embora isso não queira dizer que a gente não possa fazer coisas giríssimas. Só que - repito - é limitativo. E há outra coisa de que se tem inveja: eles ainda estão convencidos de que vivem num mundo luminoso, a palavra democracia faz-lhes imenso sentido, o futuro também, têm essas coisas todas. Enquanto nós fomos percebendo com o tempo - e então eu mais do que ninguém - até que ponto a nossa democracia é ainda atrasada, inquinada, por resolver, por cumprir. Não tenho pois a convicção e a ausência de medo que eles têm. Já sofri imenso, já me fizeram as coisas mais extraordinárias.

 

Porque deves ter, e tens, imensas coisas para contar da tua vida, pergunto-te: nunca pensaste em contá-las, em contar-te?

 

Foi-me encomendada uma coisa do género há pouco tempo e eu aceitei. Só que depois, quando cheguei ao computador e comecei a tentar montar os capítulos, apercebi-me de que a maior parte das coisas não podia contá-las, ou porque as pessoas estão vivas ou porque os meus perseguidores estão mais potentes do que nunca ou porque quem me fez mal foi promovido… E mandei então um e-mail muito gentil a quem me tinha convidado dizendo que me fizeram a encomenda com 20 anos de antecedência…

 

Entretanto, creio que nem a idade, nem o dinheiro, que malbaraste ou bembarataste…

 

Bembaratei…

 

…Te retiraram aquela tua fogosíssima tusa do início…

 

Não, de maneira nenhuma!

 

Tu, que estás a entrar no teu terceiro acto… As décadas passam - já lá vão cinco - embora como dizia o Zeca Afonso, "venham mais cinco", não é verdade?

 

Pois, eu gostava que sim, sobretudo se tiver o privilégio de não me acontecerem grandes chatices de saúde. Porque todos os males são ultrapassáveis, e até nos trazem mais-valias, mesmo as coisas desagradáveis. Menos os de saúde. E, se esses anos pudessem ser sem Parkinson, sem Alzheimer, sem cancro, sem essas coisas todas, então aí!... Quanto ao resto, pode vir tudo: censuras, perseguições, roubos… Porque uma ofensa é uma coisa, o vexame do cancro, do Parkinson ou do Alzheimer é outra.

 

Vais pôr alguma quantidade de vingança neste teu regresso?

 

Não, mas não te escondo que se tiver sucesso na minha "rentrée" televisiva, aí sentir-me-ei um bocado vingado. Nos espectáculos não, porque sempre mantive o mesmo tipo de sucesso.

 

A morte mete-te medo?

 

A forma de morrer, sim. Se eu puder escolher - e é por isso que sou um fervoroso adepto da eutanásia, em caso grave - gostaria que fosse uma morte assistida. Eu não sou um grande amante de poesia mas há um poema de José Gomes Ferreira em que ele diz que deveria morrer-se de outra maneira: a gente convocava os amigos para uma festa e depois tudo acabava em fogo de artifício! Eu não peço tanto, mas acho que seria bom ter acesso a uma morte assistida quando assim o entendêssemos. Mesmo sem razão nenhuma. Apenas porque nos apetece: não quero mais, qual é a maneira prática de adormecer esta noite e não acordar? Assim.

 

Então, e o suicídio?

 

O suicídio, não, porque não há boas maneiras de uma pessoa se suicidar. São todas miseráveis: metem sangue, metem dor, não te dão garantias, as cápsulas de cianeto remetem-nos para realidades históricas muito tristes e com sofrimentos terríveis. Por isso, porque não fazermos como na Suíça onde, quando uma pessoa está com uma doença terminal, há uma comissão que vai a sua casa descontinuar-lhe a vida?

 

Tudo acaba aqui?

 

Um dia, o Bernard Pivot perguntou ao Mitterrand, já o Mitterrand estava muito doente, ele, Mitterrand, que também nunca acreditou em Deus: Então se encontrar Deus, o que é que lhe diz. Respondeu o Mitterrand: Finalmente, sei! Noutro dia alguém me fez essa pergunta - Se encontrar Deus, o que é que lhe diz? - e eu respondi: Bela merda que tu tens feito! Vês bem até que ponto vai o meu ateísmo: é quase uma religião, já.

 

Mas falando ainda em tusa: como é que vamos de amores?

 

A minha vida amorosa é muito serena. Não sou de todo um tarado sexual e sexo pelo sexo comigo não funciona: preciso de champanhe, preciso de olhos nos olhos, boa pele, bom cheiro, boa cabeça - inteligência - e por enquanto, como ainda tenho bom aspecto, devo ser muito interessante porque as pessoas ficam fascinadas comigo… De resto, alguém me comparou noutro dia com aqueles aranhuços que têm umas teias, estão parados ali no meio e há umas pequenas mosquitas que vão pousando. E ele desloca-se, dá três passinhos e vai tratar daquele petisquinho… Ora assim tenho andado eu…

 

Mais idílio do que cama, é isso?

 

Não, não: também cama! Mas sempre colada ao idílio.

 

És um aranhuço, portanto. E de patas longas…

 

Exactamente. Sou um aranhuço de patas longas… Mas um aranhuço que gosta de conviver com a presa.

 

Tens dois "rottweilers" em casa. Para te defender de quê?

 

Coitadinhos!... Eles são o espelho dos donos: os meus "rottweilers são gatos! Ela, quando eu chego, põe-se de barriga para o ar e só lhe falta miar, e ele é um disparatado de um puto que anda de um lado para o outro, parte coisas e vai caçar coelhos e ratos para me vir pôr à porta de casa… São incapazes de morder seja em quem for. Mas se tiverem um dono agressivo, que os espicaça, como são grandes, se virem alguém e se zangam, esse alguém fica mal, é claro. Agora, o mito de que são predestinados para serem perigosos só porque sim não corresponde à verdade.

 

E dentro de ti tens algum "rottweiler" - dos maus, digo eu - para te defender?

 

Não, tenho um tiranossáurio rex: aquele dinossáurio que é o mais violento de todos. Porque sou capaz de matar, se for preciso: se eu estiver ou vir alguém que amo - a minha mãe, por exemplo - em situação de agressão grave, não tenho a mínima dúvida em matar o agressor.

 

A finalizar, Herman: mais um golito de champanhe?

 

Claro, amigo!


Este Homem não é do Norte Carago: ,

publicado por Joana às 19:33 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

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