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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
Imprensa - DN
Entrevista. Herman José falou com o DN no dia em que deu mais um espectáculo de stand-up comedy pelo País. Olha os 'Gatos' com "nostalgia", mas agradece-lhes a energia para continuar. Depois das férias, regressa à televisão
Depois de muitos anos de televisão, foi regressando aos palcos, ao contacto com o público em todo o País. Sente-se a voltar atrás, ou a iniciar um novo ciclo?

Comecei a fazer espectáculos no início da minha carreira, quando o que se ganhava em televisão não chegava para as despesas. Era um sacrifício, um sofrimento, ficava quase doente uma semana. Nos anos 90, deixei os espectáculos, quase por vingança. Depois, voltam a surgir na minha carreira com o Café Café, onde começo a fazer umas brincadeiras para ajudar a pagar os ordenados, as dívidas do negócio. E começo a redescobrir isto de outra forma, vou divertir-me, não vou trabalhar.

E, hoje em dia, como encara a actuação ao vivo?

Tenho aos 50 anos um imenso prazer antes de cada espectáculo e é onde dou mais rendimento!
Tenho uma visão fria sobre mim. Sou muito desconfiado sobre tudo o que faço. Acho que faço espectáculos mais divertidos do que no passado, mesmo como espectador. Divirto-me que nem um macaco!

Como se sente observado pelo público, hoje em dia?

Tenho muito material, transversal a todas as gerações. Tenho militantes de 14 anos. E esta história dos Gato [Fedorento] também me beneficiou, curiosamente. Porque eles conseguiram uma coisa que eu nunca tinha tido. Foram líderes de audiências, enquanto fui sempre um trabalhador para minorias. Mesmo no Herman Enciclopédia, que todo o País conhecia, não era líder de audiências.

Está a dizer que os Gatos o beneficiaram?

Eles tornaram-se num produto de grande consumo e sem saberem, porque são muito queridos, abriram uma porta para que produtos meus, menos conhecidos, regressassem. Os Crimes da Pensão Estrelinha ou O Tal Canal, que vai sair agora em DVD, são agora mais procurados e vistos na sequência do trabalho deles. Há 10 anos que ando em talk-shows e muita gente nova não conhece o meu trabalho como humorista.

Como os vê, enquanto espectador e humorista?

Eles têm uma energia muito gira que me leva a olhar para o êxito deles com uma certa nostalgia, o que não deixa de ser empolgante. E sinto que levei uma injecção de energia ao ver a própria energia e seriedade deles. É como se de repente as coisas voltassem ao sítio! Como se me tivessem desarrumado a vida e a casa com uma violência inenarrável chamada processo Casa Pia que está por explicar, por contar... Gostava de saber o que me aconteceu.

Foi uma altura difícil para si, calculo...

Tecnicamente é o pior que se pode fazer a uma marca. Foi violento... um tipo de maldade. Ainda hoje não percebo como se consegue ir tão longe.

Tudo numa altura em que o próprio Herman SIC caía a pique!

Foi uma fase complicada, o programa pecou pelo excesso de tentativas para salvar as audiências. Perdeu a identidade, levou com o Big Brother em cima, foi abastardado...

Não lhe parece que a determinada altura a sua imagem começou a ficar desgastada?

Isso foi culpa minha, assumo! Gostava do Manuel da Fonseca, queria que tivéssemos sucesso mas, a certa altura, com menos dinheiro, já tínhamos entrevistado toda a gente! Acho que está na altura de parar um pouco!

Daqui para a frente, humor em sketch ou em formato talk show?

Já não tenho pele, como o Jô Soares ou o Jay Leno, para colar bigodes, nem convicção. Como aquelas miúdas que fazem table dance e depois passam a empresárias. E depois há fases em que se está melhor no sofá com um tailleur Chanel. Ser puta na mesma, mas estar no hotel com uma florzinha na mesa!

Depreendo da analogia que o talk show é um formato que até faz falta à televisão portuguesa...

Com a experiência de vida que tenho, com as pessoas que já entrevistei, com a cultura generalista que possuo, acho que sou um interlocutor privilegiado para fazer esse tipo de programa.

E o seu novo programa?

Da televisão estou em paragem absoluta. Regresso depois das férias, já tenho um projecto, estou em sintonia com o Nuno Santos, desde o tempo em que estive para ir para a RTP. Mas não posso dizer mais nada, porque ele me pediu!

Não me diga que está a preparar uma bomba de audiências e vai fazer um programa de humor com os Gatos?

Seria um desperdício! Não faz sentido ter uma lagosta fresca e um belo bife de lombo e de repente fazer uma caldeirada de lombo e lagosta! Se calhar, estraga uma coisa e outra. Isto partindo do princípio que sou um bife de lombo...

Dão-se todos bem?

Somos muito elevados como seres humanos e temos uma relação que dura há muitos e muitos anos.

Tem muitos amigos?

Conheço muita gente, mas a amizade implica muita coisa, por isso, são poucos os amigos que tenho.

O que se passou com o seu último programa?

Não há nada mais triste do que dizer mal da Maria Antonieta depois de ter sido decapitada. Não me apetece lavar roupa suja com a anterior direcção de programas. Percebo que a pressão é enorme, não houve serenidade nem tempo para deixar que o produto se impusesse.

É feliz?

Sou! Mas assusta-me a perspectiva de que um dia tudo isto vai acabar!

Sempre teve consciência disso?

Comecei a tê-la no dia em que o meu pai morreu!

Este Homem não é do Norte Carago: , ,

publicado por Joana às 09:33 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

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