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Um dia disseste que aquilo que mais te seduzia num bom champanhe - caro, é claro - era a sensação de, cada golito, 500 paus. Isto num tempo em que 500 paus representavam muito dinheiro. Ainda gostas de champanhe?
Herman José - Gosto. Mas esse quadro mudou. Lembro-me de que, quando era estudante, dizia assim: quando tiver dinheiro para comer lagosta, como lagosta todos os dias! Achava eu. Agora, a minha preocupação é deixar passar bastante tempo: ser mais tântrico, como no caso de teres uma pessoa com que te apetece imenso estar, ir buscá-la de manhã a casa e se calhar só atingires o orgasmo à noite para poderes passar o dia todo naquela boa ansiedade, não é? E isso acontece-me com a lagosta: posso obviamente comprar a que quiser mas, como dizia, deixo passar bastante tempo para ir depois ao meu Guincho comer uma daquelas muito grandes… Portanto, já não é a mesma lógica. Aliás, o lado economicista, consumista da vida passou largamente para segundo plano, e a uma velocidade que eu nem imaginava. Já não me vendo só a troco de um cachet: há imensas coisas que não faço, porque não me sinto bem a fazê-las, ou porque não gosto da marca ou não gosto das pessoas, enfim… E recuso. Embora sempre de uma maneira muito elegante. Mas prefiro não ganhar, não fazer.
Ainda conservas contudo - presumo - o prazer de gastar dinheiro em luxos, ou já não?
Conservo! Mas como vingança. Acho que há momentos em que precisamos, até como anti-depressivo, de uma boa vingança. Para dar sentido a certas coisas. Por exemplo: acabar de fazer um pagamento desmedido às Finanças ou ser roubado numa fortuna, como me aconteceu. Aí, penso: então, e para mim não há nada? Deixa-me lá ir comprar um luxinho, porque perdido por 100, perdido por mil, ao menos levo um luxinho para casa…
Esse teu gosto pelo luxo vem do facto de que tu gostas mesmo de comprar coisas caras ou é porque pouca gente pode fazer o mesmo e isso te distingue, aos teus olhos e aos dos outros?
Se calhar é genético. Era um puto e já fazia esforços para isso. Olha, havia uns chocolates que se chamavam Comacompão. E toda a gente comprava esses chocolates. Eu preferia juntar dinheiro e ir à Baixa comprar Lindt. Porque eram melhores, eram muito bonitos, mais bem embalados, tinham mais qualidade. Não comia chocolates a semana inteira, mas quando comia, comia dos bons. Outra coisa: nas férias, a maior parte dos meus amigos ia fazer campismo para o Algarve. 15 dias. Eu ficava em Lisboa, juntava dinheiro, juntava, juntava, tinha uma namorada muito engraçada, que era a Rosa Paula, e íamos passar três dias na Balaia, que na altura era o máximo. Ou no Penina. Fazíamos de ricos durante esses três dias, e depois transformávamo-nos em abóbora e regressávamos à nossa realidade. Vou ser assim até ao final da vida.
Sempre tiveste belas casas, grandes carros, grandes férias em grandes hotéis ou em grandes barcos, jantares ultra-requintados, esplêndidos charutos…
Sempre, não: parte da minha vida foi vivida em carrinhas, a guiar eu, quilómetros e quilómetros, com a aparelhagem atrás, a caminho dos espectáculos.
Mas a partir de certa altura…
Sim, a partir de certa altura comecei a ganhar dinheiro, e aí vinguei-me. Só que é uma coisa que aconteceu nos anos 90, quando já ia a caminho dos 40 anos. Porque a primeira fase da minha vida foi de facto uma luta duríssima.
Sentiste a falta desse luxo na tua infância e na tua adolescência?
Não, e por acaso foi uma coisa muito saudável: eu vivia rodeado de gente de dinheiro, na Escola Alemã. Mas os pais dos meus amigos não os cobriam de luxo: tínhamos mesadas iguais, tínhamos dificuldades parecidas, e nunca me senti o amigo pobre dos amigos ricos. Tinha era depois os pais desses amigos que me proporcionavam coisas muito agradáveis, como ir de barco à vela para Ibiza - íamos todos os anos, eu fazia parte da tripulação do pai do meu melhor amigo, que se chamava António Fuerte - tinha o meu grupo da Praia das Maçãs, onde havia uma mota de propósito para mim, pelo que tive o privilégio de dar-me com gente rica. Mas nós, em minha casa, éramos classe média pura, com um apartamento normalíssimo, sem grandes orçamentos. E os meus pais eram muito parcimoniosos. Portanto, apanhei sempre boleia dos meus amigos com dinheiro. E fui confrontado com as coisas boas, mas sem a animosidade nem o complexo de não ter dinheiro como eles. Agora, com coisas grandiosas, ainda sonho. E quando sonho, sou tão feliz, divirto-me tanto que nem te passa pela ideia…
Portanto, champanhe sim. Mas, e os charutos?
Deixei. Deixei, porque entupiu-se-me uma coronária, o que quer dizer que reajo mal ao tabaco. E comecei a ter juízo. Desentupi-a - fui a tempo - ainda tentei voltar a fumar mas entupi de novo e percebi que de facto não podia continuar. No entanto, se não me tivesse acontecido nada, com certeza que continuaria a ser um consumidor de charutos inveterado.
Mas manténs o Rolls-Royce, o Bentley…
Não, não: o Rolls e o Bentley ficaram velhotes e a única decadência que suporto é a minha própria e a da minha mãe, já me chegam - agora, tenho amigos mais novos, maravilhosos, fantásticos, aos quais vou buscar muita energia, estás a ver? Mas voltando aos carritos: eles começaram a ficar velhotes - o Rolls era de 91, o Bentley de 92 - e vendi-os bem, a coleccionadores. Conservo, no entanto, ainda duas grandes paixões motorizadas: um BMW 760 V12 e um BMW Z8.
E o barco?
Substituí-o por uma coisa mais real: uma lancha que não me dá dores de cabeça. Porque cheguei à conclusão de que o que gastava com o barco grande dá-me para alugar um barco bestial e ir para as Caraíbas ou para a Sardenha. Ou para onde me apetecer.
Nunca tiveste medo de deixar de ter dinheiro e teres de vender por necessidade algumas das jóias da coroa?
Tenho imenso medo, mas estou preparado para tudo. Porque a minha vida começou de uma maneira muito gira: todos os meus colegas tinham carro, menos eu, e disse ao meu pai que gostava muito de ter um. Ao que ele me respondeu: Ai sim? Então trabalha! E, durante um ano, dei explicações de tudo quanto havia, juntei dinheiro e consegui comprar um Alfa Romeo 175 muito bonito, vermelho. Fazia um vistão. E foi essa atitude do meu pai, que eu nunca percebi, e que achava que nunca iria perdoar, que me transformou num grande trabalhador. Portanto, não tenho literalmente medo de nada. Porque sei que podia neste momento começar do princípio, que começava muito bem: falo muitas línguas, sou um belo diplomata… Olha, noutro dia, por causa disso, houve até um tipo que me quis contratar em Nova Iorque, para o St. Regis. Agradeci-lhe imenso e disse-lhe: nunca se sabe o que pode acontecer! E se um dia me acontecer algum problema, olha, vou lá ter com ele. Porque, não tenhas dúvida: se um problema me acontecesse, não me importava nada de começar a trabalhar já amanhã como recepcionista no St. Regis ou noutro grande hotel de Nova Iorque. Com a cultura que tenho, as línguas que falo e o que aprendi na vida, desenvencilho-me onde quer que seja.
Mas, se por hipótese a tua carreira de artista acabasse - nem televisão, nem espectáculos, nem coisa nenhuma - e tivesses mesmo de ir à luta, serias capaz de fazê-lo cá em Portugal?
Não, isso não fazia: ia para fora. Ia para Alemanha: dou-me muito bem na Alemanha. Há pouco tempo estive em Berlim e, ao fim de dois dias, percebi perfeitamente que podia lá ficar a viver. Ou Nova Iorque, que é uma cidade onde me sinto muito feliz e onde tenho muitos amigos. Mas cá não ficaria: seria muito triste. Seria como viver no mesmo prédio em que vive uma pessoa que se amou muito e nos deixou, e vê-la chegar todos os dias com o seu novo amor. Ela num apartamento de cobertura e eu cá em baixo, a vê-los passar.
Disseste há dias: "Todas as carreiras têm altos e baixos. Estive a navegar em cima da vaga quase 30 anos. A vaga tinha de rebentar um dia para eu poder apanhar outra." Pergunto-te: estavas mesmo preparado para o fundo da vaga?
Nunca ninguém está realmente preparado, mas se calhar a natureza é mesmo assim: tiveste tanto sucesso - e eu tive muito sucesso - sofre lá agora um bocadinho, vá... Pelo que estou humildemente à espera de apanhar outra vaga. E aliás, com prazer e com resultados notáveis: os meus espectáculos ao vivo nunca dantes tinham sido tão giros.
Como também disseste, a vaga parece já ter rebentado…
Sim, sim, sinto que sim. Mesmo relativamente ao terrível caso-Casa Pia, que foi uma coisa desgraçada, daquelas de acabar com qualquer carreira, eu sinto que as pessoas ganharam a percepção de que há ali qualquer coisa que não esteve bem, que não bate certo. O processo não acabou e é muito cedo para falar nisso mas as pessoas não são parvas. E como em seguida levaram com o caso Maddie e têm levado com tantas outras surpresas, aquele mito de que as polícias e a justiça portuguesa tinham uma certa infalibilidade, esvaiu-se: hoje as pessoas têm razões para pensar que não é tanto assim.
E agora, depois do fundo da vaga, estás à espera de uma vaga de fundo?
Não, não: entendo a vida como um espectáculo em três actos. Tem o primeiro acto que é muito explosivo, em que acontece muita coisa, tem um segundo acto que poderá ser muito interessante, cheio de miolo, de recheio, e depois o terceiro, que é aquele acto, antes de acabar o espectáculo, que tem a obrigação de fazer sentido, de ser bonito e de mandar as pessoas para casa bem dispostas: Ah, olha que coisa tão gira! Ora, eu acho que entrei nesse terceiro acto, que não pode ser como o primeiro, e até o segundo, explosivos, cheios de fogo de artifício: isso já vimos. É um acto em que a história deve ter uma conclusão serena, igualmente gira mas aproveitando a experiência toda. E sobretudo sendo feliz, porque a única compensação do processo de envelhecimento é nós pormos a nossa inteligência, a nossa sensibilidade e a nossa experiência ao serviço do bem-estar, do momento, do "carpe diem", como faz o Mário Soares, que é o meu ídolo. E o José Hermano Saraiva: há assim uns anciãos maravilhosos! O Manuel de Oliveira também, que com 100 anos e com um humor fantástico vai para Nova Iorque, é homenageado, faz discursos, olha para o rabo das meninas, diz disparates, assedia a secretária da organização… Quer dizer: esse para mim, é o entendimento máximo da arte de bem envelhecer. Pelo que o terceiro acto tem de ser isso. E é isso que eu procuro: não procuro encher estádios porque vem ali o Herman José, isso não. Para além do orgulho que tenho da obra já feita, devo acrescentar.
Fazes bem, e estamos à espera de ti. Isto é, do teu próximo programa de televisão: um "talk-show", presumo. Até porque já te li a dizeres que andas "cheio de inveja do Malato"…
Isso ando. Mas um "talk-show" é mesmo o que faz mais sentido nesta época da minha vida e nesta idade, porque a minha cara é ainda muito viva, bem disposta, mas é a de um senhor que acaba de fazer 54 anos: os bigodes já não me colam com a mesma facilidade com que colam ao Ricardo Araújo Pereira, que tem aquela pele maravilhosa de um puto de 30, onde tudo cola à primeira… Assim sendo, se calhar faz muito mais sentido entrar na minha vertente-Jô Soares, de anfitrião que já passou por uma grande quantidade de experiências, que pode até catalisar o êxito alheio. E eu e o Nuno Santos, que tem o mesmo entendimento de mim que eu tenho, estamos em sintonia com aquilo que há-de ser o futuro e apostados em fazer um trabalho que junte entretenimento, inteligência, bom-gosto…
Ah não és tu que vais apresentar o "show"?!!!
Apreciei o toque de humor…
Bom, falaste em Jô Soares, e eu pergunto-te: Jô Soares, Jay Leno, Conan O'Brien, Jon Stewart - qual?
O Jon Stewart está a uma distância enorme de todos, se bem que estejamos a falar de campeonatos diferentes: ele é um jornalista, um intelectual e um humorista. Está pois num campeonato à parte. E nós - eu, o Jô Soares, o Conan O'Brien e o Jay Leno - somos pessoas muito engraçadas, com uma cultura média, temos uma boa prática de fazer humor e uma certa velocidade de raciocínio. Mas é tudo.
Tu és mais Jay Leno…
Exactamente. Não me atrevo sequer a comparar-me com o Jon Stewart.
Portanto, se bem compreendo, o humor puro e duro vai passar para segundo plano…
Sim. Ou pelo menos vou delegá-lo nestas novas gerações, cheias de alma e de vontade. Embora possa fazer um ou outro boneco, para além de que, como sabes, gosto de pôr-me à prova como autor. Mas tudo isso sem ser por obrigação.
Tens medo de competir com os Gato Fedorento?
A minha relação com os Gatos é muito especial. Para começar, para mim são sempre miúdos, porque são os miúdos que me escreviam os textos há 10 anos, com quem tinha grandes conversas, sentindo inclusive que tenho uma quota-parte na formação deles como autores, porque aprenderam também muito comigo e nunca o esconderam. Portanto, não consigo nunca vê-los como concorrentes. Mas quando me perguntam: Tens inveja do sucesso deles?...
Eu ia perguntar-te isso mesmo: tens inveja?
Claro que sim! E tenho igualmente inveja da idade deles, daquelas caras maravilhosas que eles têm. Porque a cara de uma pessoa de 30 anos dá para envelhecer e para rejuvenescer, a cara de um fulano de 50 anos tem sempre 50 anos! O que é limitativo. Embora isso não queira dizer que a gente não possa fazer coisas giríssimas. Só que - repito - é limitativo. E há outra coisa de que se tem inveja: eles ainda estão convencidos de que vivem num mundo luminoso, a palavra democracia faz-lhes imenso sentido, o futuro também, têm essas coisas todas. Enquanto nós fomos percebendo com o tempo - e então eu mais do que ninguém - até que ponto a nossa democracia é ainda atrasada, inquinada, por resolver, por cumprir. Não tenho pois a convicção e a ausência de medo que eles têm. Já sofri imenso, já me fizeram as coisas mais extraordinárias.
Porque deves ter, e tens, imensas coisas para contar da tua vida, pergunto-te: nunca pensaste em contá-las, em contar-te?
Foi-me encomendada uma coisa do género há pouco tempo e eu aceitei. Só que depois, quando cheguei ao computador e comecei a tentar montar os capítulos, apercebi-me de que a maior parte das coisas não podia contá-las, ou porque as pessoas estão vivas ou porque os meus perseguidores estão mais potentes do que nunca ou porque quem me fez mal foi promovido… E mandei então um e-mail muito gentil a quem me tinha convidado dizendo que me fizeram a encomenda com 20 anos de antecedência…
Entretanto, creio que nem a idade, nem o dinheiro, que malbaraste ou bembarataste…
Bembaratei…
…Te retiraram aquela tua fogosíssima tusa do início…
Não, de maneira nenhuma!
Tu, que estás a entrar no teu terceiro acto… As décadas passam - já lá vão cinco - embora como dizia o Zeca Afonso, "venham mais cinco", não é verdade?
Pois, eu gostava que sim, sobretudo se tiver o privilégio de não me acontecerem grandes chatices de saúde. Porque todos os males são ultrapassáveis, e até nos trazem mais-valias, mesmo as coisas desagradáveis. Menos os de saúde. E, se esses anos pudessem ser sem Parkinson, sem Alzheimer, sem cancro, sem essas coisas todas, então aí!... Quanto ao resto, pode vir tudo: censuras, perseguições, roubos… Porque uma ofensa é uma coisa, o vexame do cancro, do Parkinson ou do Alzheimer é outra.
Vais pôr alguma quantidade de vingança neste teu regresso?
Não, mas não te escondo que se tiver sucesso na minha "rentrée" televisiva, aí sentir-me-ei um bocado vingado. Nos espectáculos não, porque sempre mantive o mesmo tipo de sucesso.
A morte mete-te medo?
A forma de morrer, sim. Se eu puder escolher - e é por isso que sou um fervoroso adepto da eutanásia, em caso grave - gostaria que fosse uma morte assistida. Eu não sou um grande amante de poesia mas há um poema de José Gomes Ferreira em que ele diz que deveria morrer-se de outra maneira: a gente convocava os amigos para uma festa e depois tudo acabava em fogo de artifício! Eu não peço tanto, mas acho que seria bom ter acesso a uma morte assistida quando assim o entendêssemos. Mesmo sem razão nenhuma. Apenas porque nos apetece: não quero mais, qual é a maneira prática de adormecer esta noite e não acordar? Assim.
Então, e o suicídio?
O suicídio, não, porque não há boas maneiras de uma pessoa se suicidar. São todas miseráveis: metem sangue, metem dor, não te dão garantias, as cápsulas de cianeto remetem-nos para realidades históricas muito tristes e com sofrimentos terríveis. Por isso, porque não fazermos como na Suíça onde, quando uma pessoa está com uma doença terminal, há uma comissão que vai a sua casa descontinuar-lhe a vida?
Tudo acaba aqui?
Um dia, o Bernard Pivot perguntou ao Mitterrand, já o Mitterrand estava muito doente, ele, Mitterrand, que também nunca acreditou em Deus: Então se encontrar Deus, o que é que lhe diz. Respondeu o Mitterrand: Finalmente, sei! Noutro dia alguém me fez essa pergunta - Se encontrar Deus, o que é que lhe diz? - e eu respondi: Bela merda que tu tens feito! Vês bem até que ponto vai o meu ateísmo: é quase uma religião, já.
Mas falando ainda em tusa: como é que vamos de amores?
A minha vida amorosa é muito serena. Não sou de todo um tarado sexual e sexo pelo sexo comigo não funciona: preciso de champanhe, preciso de olhos nos olhos, boa pele, bom cheiro, boa cabeça - inteligência - e por enquanto, como ainda tenho bom aspecto, devo ser muito interessante porque as pessoas ficam fascinadas comigo… De resto, alguém me comparou noutro dia com aqueles aranhuços que têm umas teias, estão parados ali no meio e há umas pequenas mosquitas que vão pousando. E ele desloca-se, dá três passinhos e vai tratar daquele petisquinho… Ora assim tenho andado eu…
Mais idílio do que cama, é isso?
Não, não: também cama! Mas sempre colada ao idílio.
És um aranhuço, portanto. E de patas longas…
Exactamente. Sou um aranhuço de patas longas… Mas um aranhuço que gosta de conviver com a presa.
Tens dois "rottweilers" em casa. Para te defender de quê?
Coitadinhos!... Eles são o espelho dos donos: os meus "rottweilers são gatos! Ela, quando eu chego, põe-se de barriga para o ar e só lhe falta miar, e ele é um disparatado de um puto que anda de um lado para o outro, parte coisas e vai caçar coelhos e ratos para me vir pôr à porta de casa… São incapazes de morder seja em quem for. Mas se tiverem um dono agressivo, que os espicaça, como são grandes, se virem alguém e se zangam, esse alguém fica mal, é claro. Agora, o mito de que são predestinados para serem perigosos só porque sim não corresponde à verdade.
E dentro de ti tens algum "rottweiler" - dos maus, digo eu - para te defender?
Não, tenho um tiranossáurio rex: aquele dinossáurio que é o mais violento de todos. Porque sou capaz de matar, se for preciso: se eu estiver ou vir alguém que amo - a minha mãe, por exemplo - em situação de agressão grave, não tenho a mínima dúvida em matar o agressor.
A finalizar, Herman: mais um golito de champanhe?
Claro, amigo!
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Em entrevista via mail, Herman José deixa adivinhar nas palavras o grau de satisfação que vive actualmente. Depois de meses assombrado pela incerteza quanto à sua permanência na estação onde entrou em 2000, o humorista está confiante "Vou fazer o programa dos meus sonhos".
JN| Já firmou algum acordo com a SIC com vista à sua permanência?
Herman José| Na prática, tudo o que tinha sido acordado informalmente no nosso primeiro encontro foi confirmado. Há uma grande coincidencia de pontos de vista, e uma mesma maneira de analisar o 'statuos quo' do estado da televisão em Portugal. Todos os pormenores referentes ao contrato e aos conteudos, serão anunciados num encontro com jornalistas, a ser marcado em breve no Tivoli Caffé. Não quero tirar ao meu director de programas, o privilégio de anunciar os pormenores de um acordo que tem como ponto de partida a sua militância, a sua visão lisonjeira do meu trabalho, e a sua certeza de que a programação de uma televisão generalista não pode viver de monoculturas.
Está previsto só um programa ao longo desse contrato?
A nossa base contratual está assente num programa semanal. Mas é obvio que estarei disponível para todas as colaborações em que seja util. Lembro-me que no principio do meu namoro com a SIC, foi possivel aliar a produção do Hermansic, à produção das "Anedotas do Herman", à feitura de filmes como o saudoso "Lampião da Estrela", à apresentação de concursos como o "Masterplan", de galas como os "Globos de Ouro", ou à realização de especiais como "O Regresso do Serafim Saudade", "A Fabulosa História do Diácono Remédios", ou o "2002 Odisseia na Tenda".
Quais as características desse formato?
Sem querer entrar em pormenores, nunca escondi que me sinto especialmente à vontade no formato "talk show sumarento"... Será nessa direcção que trabalharemos, recusando a facilidade e as soluções óbvias.
Vai ser em horário nobre de fim de semana?
Essa decisão está em aberto e é, para mim, secundária. Dependerá do puzzle que a direcção de programas entenda fazer na "rentrée", e do enquadramento ideal do produto final.
Há quanto tempo terminou o anterior contrato com a SIC?
O meu vínculo profissional com a SIC terminou no papel em Janeiro. Emocionalmente não se quebrou. Nem senti que nada tivesse mudado. Não se apagam oito anos de vida de repente.
Chegou a ponderar algum convite para outra estação?
A RTP está sempre no meu horizonte. A ideia de serviço publico, permite-me sonhar com outros projectos que não têm cabimento em estações comerciais. Se tivesse tido sinais de desamor, cansaço ou desinteresse por parte da SIC, teria batido humildemente à porta da RTP. Mas o destino guarda-nos surpresas incríveis foi precisamente um dos agentes que ajudou a RTP a reencontrar o seu espaço e a "reganhar" o seu orgulho, que me permite agora fazer o programa dos meus sonhos na SIC. Por isso, é que o lema da minha vida continua a ser aquele título de um dos filmes do James Bond "Never say never" (Nunca digas nunca).
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Gostei da sugestão gastronomica tio Herman!Lembrei-me de ti e resolvi dar um smaisGostei da sugestão gastronomica tio Herman!Lembrei-me de ti e resolvi dar um saltinho aqui a internet para nós recordarmos umas coisas e quiça criarmos recordações.Estive na rtp memoria um talk/info show moderado pela Manuela Moura Guedes que salvo erro se intitulava Raios e Coriscos.Ora neste programa a tematica prendia-se com a provocação intelectual, na qual opiniram pessoas sui generis e distintas (na minha opiniao) como o tio Herman o Adolfo Canibal Luxuria, O Vasco Pulido Valente o Paulo Portas e a Zita Seabra entre outros que nao consegui identificar.Ora bem durante este brain sotrming em que decorreu a conversa entre os intervenientes vi um Herman Jose que pautou o seu discurso e a sua forma de estar com um low profile exemplar,sobretudo quando comparado as intervenções dos seus pares no programa e do seu passado em termos de vida social e cultural.(Pronto tambem simpatizo com o Vasco Pulido Valente).Tornou-se cada vez mais notorio que as opinioes do herman ganhavam um tornemamento ainda mais cauteloso quando se enveredava pelo campo da politica, isto que enquanto os outros new babies,dinossauros e wanna be da vida politica deste pais se esmeravam de uma forma muito portuguesa em dar ao espectador em casa um pouco daquilo que e fazer politica em Portugal.Visto este retrato, o tio Herman foi o unico que se calhar viesse um verdadeiro doutor das democracias dos "Ismos" diria que seria o unico do grupo que seria um verdadeiro politico Ja la vão uns aninhos tio herman...Agora estamos em 2008 e a politica não deixou de ser um fenómeno de popularidade (salvo a excepção da taxa de abstenção), mas ja pensaste tio Herman se um maluco qualquer se lembra da tua postura neste dito programa e nos teus pergaminhos neste pais e lança um abaixo assinado onde se lança o repto de o Herman José ser candidato a chefe de governo ou a chefe da republica Portuguesa.Ja nao deve ser a primeira vez que te colocam tal questão, mas eu e que nunca ouvi a resposta.Tio Herman um forte abraço-Tudo de bom! Eduardo Franco
Caro Eduardo, não tenho dúvidas de que daria um bom rei. Mas daqueles tipo “contos de fadas”, infinitamente generoso, salomónico, ponto central de muitas festas, muitas recepções e muitos jantares… Não me peçam é para entrar no jogo hipócrita desta “espécie de democracia”… Para isso, prefiro manter o meu lugar de “bobo da corte”, mesmo que ciclicamente exposto às tentações assassinas dos executores do “Santo Ofício” de serviço !
Humm... o que posso eu dizer deste senhor ? :) Sou suspeita porque tudo o que vou conseguir dizer são elogios e mais elogios.. Sr. Herman(grande vénia)... o senhor sabe o quanto o admiro por isso nem vou entrar por aí porque não haveria espaço suficiente que conseguisse chegar perto da realidade... dizer q te adoro é pouco, dizer k o admiro também é pouco... o q sinto por si é maior, melhor e mais especial do q alguma vez conseguirei demonstrar... É sem duvida o melhor artista k conheço, além de lindo, inteligente, simpático, divertido e todas as outras qualidades que quem o conhece sabe, é puro, sincero, meigo, presente, atencioso... (eu não queria entrar pelos elogios mas é impossível... :) )acredito que se tivesse nascido num outro lugar seria mundialmente conhecido e admirado pelo seu talento mas nós temos o maior orgulho em dizer"é nosso!". Dos melhores momentos que passei na minha vida foi sem duvida o momento em que entrou no estúdio do programa Fátima enquanto estava a ser entrevistada...ainda hoje ñ consigo exprimir o que senti naquele momento…Foi lindo! E deixo-lhe o meu obrigada! Tentarei sempre estar do seu lado da forma que me for possível(fazendo 700 kms e mais até se necessário para o poder ver:) ) e continuarei a admira-lo e ser-lhe grata até ao fim dos meus dias… Um grande beijinho desta sua fã que o admira mais e sempre mais…
Joana Pereira. Esposende
Querida Joana, a tua forma de gostar, o teu olhar, o teu carinho, responsabilizam-me e avassalam-me. São pessoas como tu, que me dão força e optimismo para fazer de cada dia uma estreia ! Muito beijos e até breve !
Grande espectáculo que o GRANDE Herman nos ofereceu na sexta, no Olga Cadaval. 5 ESTRELAS! Acho que nunca me diverti tanto na minha vida como na sexta-feira passada...Nuno
Caro Nuno, fiquei muito orgulhoso com o espectáculo do Olga Cadaval. Ele reflectiu uma certa rodagem da versão “cinco estrelas” do meu espectáculo, com apoio daquela banda de excepção. Infelizmente, nem sempre há aparato e mercado para tanta fruta, o que me leva a ter de actuar sozinho ou só acompanhado ao piano… Em breve voltarei ao Tivoli integrado em mais uma semana da comédia. Espero aí voltar a experimentar umas novidades, desta vez com recurso a alguns actores convidados. E espero ter o teatro cheio de publico genial como tu !
Olá Herman , como está? Chamo-me Margarida Portela,trabalho na Rádio Atlântida em S.Miguel (Açores)e brevemente, eu e um colega ( Miguel Valério )vamos estrear um programa intitulado M&M que versa sobre as décadas de 80 e 90. Parece-me lógico convidá-lo para ser um dos nossos entrevistados por vários motivos que agora não vou enumerar porque não tenho tempo...brincadeirinha. A entrevista seria por telefone numa hora que convenha a ambas as partes. Se aceitar, gostaria que me dissesse qual a sua série favorita dos anos 80 e 90 , um filme de uma dessas décadas que o tenha marcado assim como as suas bandas ou músicas favoritas. Aguardo uma resposta ( se faz favor ) Cumprimentos, directamente da ilha verde e com menos uma hora
Margarida Portela
Cara Margarida, bom seria juntar o útil ao agradável, e “despachar” a nossa entrevista a reboque de uma ida minha a São Miguel (que estamos a preparar), cidade de que tenho muitas saudades… A minha última experiência nas festas Sanjoaninas dos vossos vizinhos da Terceira, foi mágica ! Essa coisa de se viver rodeado de agua por todos os lados, refina o sentido de humor !
Antes de mais quero felicitar o Herman José por a extraordinária carreira, sou um fá já a muito tempo, tenho pena que esteja um pouco afastado dos ecrãs. O meu nome é Maurício Pereira, sou estudante e estou a realizar um projecto académico designado por "Projecto VIVACE" que consiste em dar voz as pessoas para que possam mostram aquilo de que realmente são capazes. Desta forma a vivace é composta por um "web site" (ainda em construção) e á posterior uma revista. É um projecto que está a ser implementado no distrito de Viana do Castelo, mas que tende a expandir-se visto ter grande interesse social. Estou a contactar o Herman porque em Maio (dia não definido) a vivace vai realizar um colóquio com o tema "comunicação, jornalismo e humor na actualidade" e teríamos todo o gosto em ter o Herman como orador. Para que possa ver este projecto pode visitar o blog :
http://vivacemarcaoteuritmo.blogspot.com/.
Aguardo ansiosamente por uma resposta. Com os melhores comprimentos Maurício pereira Vivace
Caro Maurício, a minha agenda para Maio, está a ficar semelhante a uma serigrafia do Cargaleiro, tantas são as cruzinhas e os risquinhos… Dificilmente estarei disponível para actividades que não sejam os espectáculos, as gravações de rádio e a preparação do meu regresso à antena em Setembro, que terá de ficar imaculadamente organizado até finais de Julho !
Grande Herman, és simplesmente muito grande. Acho que estás a crescer novamente. Como tu dizes, com os gatos aconteceu que, começou a aparecer um interesse por programas muito bons que fizeste, juntamente com o teu regresso aos espectáculos ao vivo sinto que as pessoas estão a pedir o grande Herman de novo. Esta pausa da televisão e, com o regresso em Setembro com um programa mais especifico a uma hora mais tarde (acho que foi isso que entendi nas entrevistas que tens dado), vais crescer muito. Sinto que está a aparecer um interesse crescente por ti mestre. Bem isto é só a minha opinião, que é suspeita, já que sou teu grande fã, desde as fraldas (embora confesse que estava a ficar um pouco saturado dos programas que estavas a fazer) e como não sou bruxo nem leio cartas, posso estar errado, espero que não. E para quando o regresso às cronicas, como tinhas no 24horas, sobre temas comuns, até podia ser aqui na net. A minha admiração por ti vai muito para lá da tua atitude profissional, gosto sempre de saber a tua opinião sobre o País, o mundo ou as coisas banais do dia a dia. O que achas disto tudo que escrevi???Grande abraço, resta-me rever os vídeos no youtube. Nuno Seixas
Caro Nuno, o que é que eu acho sobre o que escreveste ? Isso é o mesmo que perguntar a um perdido no deserto o que é que achou do copinho de agua do Luso fresca que acabaram de lhe oferecer ! Não só me sinto lisonjeado, como espero com o meu regresso vir a dar razão ao teu (contagiante) optimismo. Tenho sentido esse interesse crescente pelo meu trabalho, e não tenho duvidas de que o futuro nos vai trazer a todos momentos muito divertidos, muito artísticos e muito úteis… Quando ao resto, posso avançar-te de que apesar da saída do grande Ricardo, do imprevisível Bruno, e do truculento Diogo, eu manterei a minha presença nos Incorrigíveis do Sapo, desta vez às sextas feiras. É digamos a minha “válvula de escape”, onde eu digo (quase) tudo aquilo que me vai na alma !
Herman eu sei que o programa só estreia em Setembro, mas já está toda a gente com enorme expectativa em relação ao que o Herman vai apresentar. Queria saber quais serão as maiores diferenças entre o Herman SIC e o novo programa de Setembro. E se vai ter alguma participação nos Globos de Ouro. Porque não dizer ao Nuno Santos para por o Hermam e os Gatos juntos pela primeira vez neste espectáculo. Seria muito bom.Obrigado, Bernardo Castro
Caro Bernardo, conhecendo o Nuno Santos como conheço, tenho a certeza de que até lhe brilham os olhos quando imagina os Gato e eu juntos no mesmo palco a “abrir”. Ele sabe o quanto nos estimamos e respeitamos. Quanto ao regresso em Setembro, posso dizer-te o que é que eu gostava que o novo programa NÃO herdasse do Hermansic: a componente “trash TV”, a rotina dos actores fixos, certo facilitismo, e o pânico constante numa luta desenfreada contra as audiências da concorrência.
Olá Herman, o Grande (casa comigo?!?!) chamo-me Cátia, tenho 20 anos e desde sempre me lembro de ser sua fã, de ver os seus programas, de rir a bandeiras despregadas consigo ou de si, aprendi tanto coisa consigo, sobre música e cinema principalmente, sobre como rir de nós próprios e da nossa situação, vivendo eu numa pequena aldeia perto de Coimbra, o senhor faz-me falta ao Domingo á noite,bem tento seguir o Hora H, mas ter que me levantar ás 6.30 da manhã para ir para a escola...não tem sido fácil! (dai graças ao senhor pelo Youtube!) ...Espero ansiosamente o regresso de um talk show? Com tudo a que temos direito incluindo divina Maria Rueff (é que uma pessoa lê isto e aquilo, e depois é a Tertúlia cor-de-rosa...), tenho saudades de o ver dançar e cantar, e dar o seu toque de stand-up comedy...e de nos encantar a todos com a sua maneira charmosa de cativar os seus convidados... tanta coisa, tudo tão bom, tal qual "amor de água fresca"... Já que aqui estou aproveito para lhe dizer que foi por sua causa que me tornei na fã numero 1 da Sodona Julie Andrews (citando Nelo) e do marido dela, grande escritor de comédia (e realizador e produtor e etc) e que lançou Peter Sellers para o estrelato, Blake Edwards... já não me lembro bem porquê, já foi há algum tempo, mas o senhor estava a cantar uma música do Victor/Victoria e eu lembro-me de pensar se o Herman viu e gosta eu também tenho de ver... claro que "attached" a isso veio a Música No Coração e a Mary Poppins... mas pronto, já estou para aqui a "rambling", e o Herman com certeza tem mais que fazer... mas só queria que soubesse que através de si o meu amor pela música e pelo cinema cresceu imesuradamente e por isso lhe agradeço do fundo do coração, eu nem me importo de ser considerada a "wacko" cá do sítio só porque eu adoro o Herman e a Julie Andrews (as coisas que as pessoas dizem ás vezes...gordas!!!) Já agora (daqui a pouquinho já me calo!) aqui na minhe terriola, temos muita malta jovem e decidimos há alguns anos começar um pequeno grupo de teatro muito amador, eu escrevi algumas das "peças" apresentadas com considerável sucesso para um lugar tão pequeno (mas já dizia o Fernando Pessoa "(...) porque eu sou do tamanho do que vejo / e não do tamanho da minha altura (...), espero que não se importe por eu ter usado algumas das suas piadas, e não me obrigue a pagar direitos de autor... Para finalizar, vamos ao que me trouxe, inicialmente, aqui tenho o DEVER de lhe dizer obrigado, obrigado por ser como é, obrigado por ser quem é, obrigado pelas músicas, pelos momentos, pelas memórias... um dia alguém disse "One day this whole world will be ruins, but the arts and the laughter will always be remembered!" por isso, OBRIGADO! Espero um dia poder conhecê-lo, saiba que aqui algures no meio do nada alguém o ama ( no bom sentido!) !! Cátia Adão. Atenciosamente, Cátia Adão
Querida Cátia, tens a mesma forma de ver a vida do que eu: com muita curiosidade. Há um sem número de portas excitantes por abrir, que nos despertam para outras realidades, outras estéticas, outros desafios, e que nos levam a crescer… É essa inquietação que nos mantém “frescos” de cabeça, e imunes ao cinzentismo que nos rodeia ! Mantém-te focada, porque o futuro nos guarda muitas e boas surpresas. Duvidas ?
Olá herman, eu sei que deves tar farto de receber mails a perguntar cenas, mais cenas e mais cenas...e aqui vai mais um. Se um dia leres isto é porque "graças a deus" sabes ler - eu sei que o meu humor não é dos melhores. Mas o que eu quero realmente com este texto é elogiar o teu talento e a tua facilidade em fazeres rir as pessoas. Apesar de, e vou-te ser sincero, estares numa fase menos boa (no que respeita a audiências) - pois tens que entender que todos passamos por essas fases - estou certo que vais ultrapassar e surgir com algo em grande...bem acho que já falei de mais e por último quero-te fazer duas perguntas: 1º porque é que não fazes um programa (do gênero do herman sic) cá no Porto ou pelo menos um que te permita viajar pelo país? 2º Um colega meu disse-me que tu já entrevistaste o Sting, se sim como foi? É que ele é o meu ídolo musical...Muito Obrigado e vou aproveitar para divulgar o meu blog. www.edfisica-turma.blogspot.com Felicidades. José A. Silva
Caro José, uma das características do projecto que o Nuno Santos e eu temos em mente, será essa componente “itinerante”. Ansioso estou eu para entrar em palco e gritar “boa noite Poooooooooortooooooooo “ ! Quanto ao Sting, fiquei fã dele, e só espero que mão amiga, faça chegar um destes dias, essa entrevista ao You Tube ! É uma personagem consistente e fascinante. Na noite de 11 de Setembro de 2001, fui jantar a casa dele à Toscânia e assistir à gravação do seu DVD. Nessa manhã, tinham caído as torres gémeas. Foi um momento esquizofrénico: a emoção da grande musica, inquinada pela estranha certeza de que a humanidade não presta mesmo.
Boa tarde. Não tenho perguntas para fazer. A sério.Chamo-me Eduardo Ramos e embora tenha 38 anos sou uma espécie de projecto de humorista. Já ando desde Setembro de 2006 a dar de comer ao “bichinho” e já consegui “arrumar” a forma e o conteúdo do que quero fazer neste âmbito. Um passo de cada vez. Fazer humor é muito difícil e não estou com pressa de chegar a lado nenhum. Tenho o meu emprego e o humor é para mim um hobby. Atenção! Por ser um hobby não quer dizer que o descure. Dou sempre o meu melhor. Não tenho perspectivas em sonhos devassos. É simplesmente o carinho que tenho pela arte. Acabando com esta dissertação narcisista, o que pretendo com este mail? Expresso a minha tristeza por ver o Tio Herman “encostado” não pela TV, mas pelo público. Culpa de quem? Não aponto o dedo a ninguém, mas dou algumas ideias.
1- Crie uma série com uma personagem controversa que faça rir como tão bem sabe fazer. Alguém com quem as pessoas identifiquem e sintam algum ódio. Não querendo fazer comparações… um Mr. Bean.
2- Um talk show onde promova novos talentos, entrevistas, com um formato mais ou menos conhecido onde debata a actualidade sempre com um ar sério, onde nada se possa levar a sério. No formato anterior esteve muito bem durante uns tempos, mas depois… não sei porquê… perdeu o interesse… o que não se vê no Conan O´Brien ou o Jay Leno. Porque será?
a. Com concursos onde afinal não se ganha nada, mas seja muito divertido participar. Com vídeos, fotos…
3- … arranje cabeças novas, com ideias novas e estupidez natural
4- Ou então não. Faça tudo de sua cabeça.
5- Porque o estou a tratar por senhor?
6- POR FAVOR. Nos programas de manhã a cozinhar é que não. Isso era bater no fundo. Abraço. Eduardo Ramos
http://eduramos.blogspot.com p.s. Desculpe as ideias estarem meio embaralhadas, mas como estou no trabalho, não tenho muito tempo para organizar melhor os pensamentos. O sentido deste mail é numa frase curta “TOCA A ACORDAAAAR!” Estou farta da dormência que se está a instalar na nossa TV Nacional.
Caro Eduardo, de tudo o que dizes, só não prometo não acabar a cozinhar num programa matinal. É que eu adoro visitar a Fátima, e adoro cozinha ! LOL Quanto ao resto, estamos a preparar uma proposta, que vai muito de encontro ao ponto dois da tua proposta. E mais não digo !
Ola Herman, gosto muito de Vê-lo na Televisão.Só seu Grande fã.Os meus programas favoritos são: Crime na Pensão Estrelinha , HermanEnciclopedia.Sou eu que normalmente posta os sketchs do Humor de Perdição no Youtube.Só espero que a RTP MEMORIA Passe o Crime na Pensão Estrelinha lembro - me perfeitamente desse programa. Herman continua Assim, foste tu que fizeste Humor em Portugal. Abraços. Daniel Vilela
Caro Daniel, sabias que o “Crime” saiu em DVD ? Se estiveres para aí virado, podes manda-lo vir pelo site
Ola. herman. primeiro que tudo boa tarde. estou a escrever para te pedir uma opinião acerca do meu trabalho. admiro muito o que fazes e sem duvida já deves ter visto de tudo. deixo-te aqui o meu site para dares uma olhadela aos meus trabalhos. era muito importante para mim saber o que alguem como tu pensa das minhas fotografias. ja fotografei o actor pedro diogo. deixo-te aqui o link do site e das fotos do pedro diogo. grande abraço de um admirador. site: www.olhares.com/rambaldi47
fotos pedro diogo
http://olhares.aeiou.pt/galeriasprivadas/browse.php?user_id=32587&id=78872 com os melhores cumprimentos . Adriano Batista
Caro Ariano, as tuas fotografias têm uma grande onda, e uma bela estética. Parabéns !
Ola, boa tarde. Sou o Antonio Madureira, tenho 46 anos e tenho uma pergunta para fazer ao Herman com cerca de 30 anos.Então aí vai: Em 1975 ou 76, não posso precisar, eu estudava no Porto na E.S. Oliveira Martins, um belo dia de Primavera não tive aulas e resolvi ir com um colega ver o treino do F.C. do Porto. Ao passar na rua contigua ao saudoso estadio das Antas, estavam alguns homens com camaras de filmar e junto deles estava um descapotável vermelho com o Herman ao volante e do lado do pendura uma giraça. O Herman arrancou e para trás ficaram os homens das ditas camaras a filmar o arranque do descapotável. A pergunta é esta para que foi esta filmagem, para algum spot publicitário, para algum filme? Nesta altura o Herman tinha no ar o celebre sr. Feliz e sr. Contente com o Nico, recordo-me que o reconheci mas das poucas pessoas que por ali passavam mais ningèm o reconheceu, pois o Herman estava a começar o seu aparecimento na t.v. e como tal não era ainda o simbolo que é hoje pelo seu próprio mérito. Gostava pois de saber algo sobre isto, pois é uma duvida já do seculo passado. Gostaria também de conhecer o Herman pessoalmente, mas isso, como diz o Rui Veloso, "já eram sonhos a mais" Cumprimentos. Antonio Madureira
Caro António, é fácil conheceres-me pessoalmente. Basta que um dia me venhas ver ao vivo e peças para me cumprimentar no final. A última hora de bastidores é sempre dedicada aos “persistentes” e “militantes”… Quanto a essas filmagens, tenho uma vaga ideia de que poderá ter sido para um tele-filme que se chamava “O Homem que Matou o Diabo” baseado numa obra de Aquilino Ribeiro, e produzido pela RTP Porto… Belas memórias dessa grande equipa !
Mais para ler
Boa noite PAPA HERMAN "JOSÉ" I ! Calcei as tamanquinhas, foi aos "Bastidores" mas falto-me a coragem para falar com Vossa Eminência. Já viu! Eu que lhe referi que tínhamos o burro nas couves caso não responde-se ao meu mail!? Por um lado preciso fazer-lhe uma pergunta estúpida: - Porque motivo o logótipo do "CAFÉ-CAFÉ" é o Sol? Estou muito intrigado, sabe!!! Preciso que me responda a esta minha questão. É muito importante para mim. Por outro lado quero felicitá-lo por honrar Sintra com a sua presença. Vai ser uma honra poder assistir ao seu espetáculo no Olga Cadaval. Sabe uma coisa? Olhe em nome da Nossa Senhora da Gargalhada constitui um grupo no GOOGLE, que se chama: "CONSELHO SUPERIOR DOS HUMORISTAS PORTUGUESES". Teria muito gosto em conversar com o NOSSO PAPA HERMAN " JOSÉ " I, acerca desta minha iniciativa.Não sou Humorista nem tenho pretensão de o ser. Em relação há "Mais Bela de Todas as Histórias da Humanidade" posso-lhe adiantar que ocorreu em Sintra, na Serra Europeia Mais Atlântica em 1985 e 1986. É esta história real que pretendo conta a TODA a Classe Artística Portuguesa. Dia 29 de Fevereiro lá estarei para o aplaudir. Saudações Humorísticas! Paulo Marques Patrício Aguardo notícias de V.Eminência.
Muito Obrigado. Abençoado PAPA Herman "JOSÉ" I !! Foi um espectáculo SUPRA DIVINIS ET DIVINIS!!! A Nossa Senhora da Gargalhada amou o seu espectáculo, no Olga Cadaval! Sintra soube acolher o Nosso Santo PAPA Herman "JOSÉ" I, com muita pompa e alguma tanga encarnada... Coisas da Nossa Senhora da Gargalhada! Esta na HORA H de revelar o Mais Belo de Todos Os Segredos! Já vai sendo tempo de o SANTO PAPA HERMAN "JOSÉ" I, revelar ao Mundo o MAIS BELO DE TODOS OS SEGREDOS! A sua missão esta quase, quase, quase a começar...Muito obrigado pelo seu inqualificável espectáculo na Serra Europeia Mais Atlântica. Serra esta, detentora de 1001 Segredos e 1001 Sorrisos!! Saudações Humorísticas Paulo Marques Patrício
São Paulo ! Obrigado pela tua bênção ! Espero que da próxima vez te materializes ao meus olhos !
Olá Joana.Antes de mais, quero dar-lhe os parabéns pelo seu trabalho de promoção do maior nome do humor português do século XX. Na verdade, o que lhe peço que veicule não é tanto uma pergunta, mas um pedido: Como o próprio Herman já reconheceu numa resposta atrás, o CREDO tratou-se, sem dúvida, de uma grande criação. O carácter "tipo" das personagens e seus actos/tiques/ditos emblemáticos, encarnadas em verdadeiros triunfos de representação, lhe deu esse nível. Neste espaço desfilaram deliciosas peças visuais e musicais. Não esquecendo as pedagógicas ou as de alfinetada, tenho que confessar que uma das que me marcou mais, pela sua simplicidade, foi o tema "Onde é que está a Luz?" Ora, numa redescoberta que tenho vindo a empreender de material hermaniano (ai os adjectivos nelianos! Poças, outra vez!), quis recuperar a letra e, se possível, uma gravação de qualidade desta música. Estou farto de a procurar pela Net, mas o melhor que encontrei nos sítios do costume, foi uma gravação áudio de uma emissão, com muito ruído e, aparentemente, acelerada; em resumo, não dá para perceber inteiramente a letra. Seria possível colocar essa pérola? Desde já, muito obrigado e boa sorte para o novo programa! Cá o espero, expectante. Agradeço-lhe, desde já, a facilidade concedida e espero que receba sempre mais reconhecimento do próprio homenageado, que, calculo, é a melhor recompensa. Os melhores cumprimentos, Sérgio Baptista
Caro Sérgio, esta cantiga, foi a coisa mais idiota que escrevi até hoje, mas o que é verdade, é que “bateu” numa quantidade de gente. Por milagre consegui recuperar a letra, que julgava perdida… Cá vai, com os cumprimentos da casa:
Onde é que está a luz ?
Onde é que está a luz ?
Gostava de saber,
Onde é que está a luz ?
Onde é que está a luz ?
Onde é que está a luz ?
Será que ninguém diz,
Onde é que está a luz ?
Era noite avançada
Cheguei a casa cansado
Não se via mesmo nada
Estava um escuro cerrado
Com afã e pundonor
coloco a mão no ar
Procuro o interruptor
Impossível encontrar
Tiro uma caixa do bolso
Com amorfos amarelos
Dum restaurante famoso
Da zona de Alfarelos
Saco o fósforo à pressa
Meio torto amachucado
Passo a lixa p’la cabeça
O gajo estava molhado
Pego então numa lanterna
Que estava abandonada
Bato em cheio com a minha perna
Numa mesa esquinada
No meio de tanto queixume
Cai-me a lanterna da mão
Não há nada que dê lume
E isqueiros também não
Onde é que está a luz ?
Onde é que está a luz ?
Gostava de saber,
Onde é que está a luz ?
Onde é que está a luz ?
Onde é que está a luz ?
Será que ninguém diz,
Onde é que está a luz ?
Olá H. eu gostava de reencontrar-te depois de tantos e tantos anos fomos colegas no teatro quando começas-te eu já estava á 6 ou 7 anos no teatro. Bem é mais uma vez que o meu mail para o Herman vai cair em saco roto??? bem fico aguardando. com um Abraço pro Herman. Luis
Caro Luís, estive a espreitar a tua página, e – com toda a humildade e pedindo-te desde já as maiores desculpas – não me lembro de ti… Nem muito nem pouco… Pura e simplesmente não me lembro… se calhar estou com o disco rígido cheio, e desatei a perder informação ! LOL Aceita um abraço grande e as maiores felicidades.
Olá Tio Herman, sou sua fã não só do artista mas muito do homem que é como tal quando recebi este desafio imaginei logo quais seriam as suas respostas. Muito beijinhos da Lurdes
Aqui vai :
SE EU FOSSE DESAFIADO ...
se eu fosse um mês seria... Março
se eu fosse um dia da semana seria... sábado
se eu fosse um número seria ... 69
se eu fosse um planeta seria ... Marte
se eu fosse uma direcção seria... Norte
se eu fosse um móvel seria... mesa redonda para 12 pessoas
se eu fosse um liquido seria... champanhe
se eu fosse um pecado seria... gula
se eu fosse uma pedra seria... diamante
se eu fosse um metal seria... platina
se eu fosse uma árvore seria... laranjeira
se eu fosse uma fruta seria... cerejas
se eu fosse uma flor seria... rosa preta
se eu fosse um clima seria... tropical
se eu fosse um instrumento musical seria... piano
se eu fosse um elemento seria... agua
se eu fosse uma cor seria... azul
se eu fosse um animal seria... águia
se eu fosse um som seria... sino
se eu fosse uma canção seria... Alfie
se eu fosse um perfume seria... canela
se eu fosse um sentimento seria… amor
se eu fosse um livro seria... de cheques
se eu fosse uma comida seria … lulas recheadas
se eu fosse um lugar seria… Caraíbas
se eu fosse um gosto seria… hortelã pimenta
se eu fosse um cheiro seria… brisa do mar
se eu fosse uma palavra seria... bravo
se eu fosse um verbo seria… viver
se eu fosse um objecto seria… avião
se eu fosse uma peça de roupa seria… cuecas
se eu fosse uma parte do corpo seria… pés
se eu fosse uma expressão seria… foda-se
se eu fosse um desenho animado seria… Fritz the Cat
se eu fosse um filme seria… English Patient
se eu fosse uma forma seria… redonda
se eu fosse uma estação seria… verão
se eu fosse uma frase seria… Carpe Diem
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